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A trajetória do Hackacity Guará até aqui

Entenda como o Hackacity Guará está mudando a realidade da cidade administrativa do Guará, através das ideias dos sócios-fundadores do Espaço Multiplicidade Escritório Colaborativo, que, tal qual a cidade do Guará, surgiu de uma iniciativa colaborativa: nasce como um dos primeiros espaços de coworking do Brasil e o primeiro de Brasília. Cristiane Pereira, Sou  Vice Presidente para fomentos em startups da Rede Brasileira de Cidades Inteligentes e Humanas, Diretora de Transformação Digital da ASSESPRO-DF e membro do CODESE-DF criou a empresa a partir de um sonho de empreender como estratégia de diversificação de modelos de negócios em sua vida até então. Esta iniciativa pessoal, acabou se revelando o caráter sempre “transgressor” de quem sempre pensar diferente, fruto de sua personalidade inquieta e ao mesmo tempo, afetuosa com todos os amigos, familiares e colegas de trabalho. Esta ideia acabou se revelando uma forma de hackear a sua própria vida profissional, pois, com o sucesso da nova inciativa empreendedora, acabou ficando difícil manter a carteira de trabalho. Cada vez surgiam mais desafios e o que era o seu propósito de vida (juntar pessoas e confraternizar com alegria e harmonia) se transformou na missão do Espaço Multiplicidade: .

O Espaço Multiplicidade é uma empresa que conecta pessoas, ideias e tecnologias em todos os lugares e já realizou vários projetos, como a implantação do espaço de inovação do Sebrae no DF, conhecido como Sebraelab, no  próprio BIOTIC – Parque Tecnológico  no Distrito Federal.

Desde 2018, maratonas de conhecimento realizadas com professores e estudantes da Faculdade Projeção, buscam soluções inovadoras para os problemas das cidades. Já foram dois Hackathons, o primeiro com enfoque no comércio local e o segundo abordando questões ambientais e de saúde da região. Todas essas iniciativas foram realizadas sem patrocínio, mostrando mais uma vez, a vocação colaborativa da cidade, tornando realidade, a ideia do evento que revela grandes talentos e ideias inovadoras aplicadas imediatamente por empresas ou apoio de atores de governo local, premiando o empenho e dedicação da equipe.

Desde 2018, junto com os alunos do Colégio Projeção, vem pensando em soluções para o Guará. Então fizemos dois Hackathons, o primeiro foi pensado para o comércio da cidade, já o segundo foi para questões do meio ambiente e do posto de saúde do Guará. Todas essas ações foram realizadas sem nenhum recurso público, patrocínio ou dinheiro efetivo. Sempre foram feitas “na raça” com toda a equipe.

Outro ponto importante a salientar é a legislação. Não temos como desenvolver um projeto como o Hackacity se não temos legislação que dê suporte a ela. Então hoje o Distrito Federal possui algumas leis, mecanismos e ações que efetivam o desenvolvimento de cidades inteligentes no DF.

A legislação favorável às iniciativas é fundamental, como o Plano Diretor de Cidades Inteligentes, que dá sustentação ao  Sistema Distrital de Ciência e Tecnologia e cria parâmetros, orienta de onde vem os recursos financeiros e incentivos às atividades que fomentam o empreendedorismo de inovação para ciência e tecnologia no DF. Ou seja, do ponto de vista da legislação, estamos bem estruturados e agora precisamos buscar os recursos. A busca de apoio de parlamentares distritais e federais é essencial na batalha para destinação de recursos e ampliação dessas atividades para ajudar a tornar Guará, a primeira Região Administrativa inteligente do Distrito Federal. Cada vez mais próximo da realização do objetivo de ser referência no DF, Brasil e no mundo. 

Mobilizamos várias lideranças, dentre elas o próprio Espaço Multiplicidade, o Jornal do Guará, a Rádio Comunitária, o Coletivo de Mulheres, a Gerência de Culturas.

O contexto do turismo nas cidades inteligentes

O turismo está intrinsecamente ligado à ideia de uma cidade inteligente. O Ministério da Ciência e Tecnologia, em colaboração com a EMITUR, instituiu a Câmara do Turismo 4.0 com o objetivo de discutir muitos aspectos relacionados ao turismo em uma cidade inteligente. Isso porque é impossível desenvolver turismo sem ter acessibilidade, mobilidade, sustentabilidade e instalações públicas adequadas. A Carta Brasileira para Cidades Inteligentes e Humanas é uma iniciativa do Ministério das Cidades do Brasil, visando promover a transformação das cidades brasileiras em lugares mais inteligentes e humanos. Ela aborda questões como desenvolvimento sustentável, inclusão social, mobilidade urbana, segurança cidadã, gestão pública eficiente, entre outros. A Carta é uma espécie de guia para as cidades que buscam tornarem-se mais inteligentes, oferecendo uma série de diretrizes e recomendações para que essa transformação possa ser alcançada. O objetivo é tornar as cidades mais atrativas, seguras e inclusivas, oferecendo qualidade de vida a seus habitantes. A Câmara do Turismo 4.0 trata de vários aspectos relacionados ao turismo em uma cidade inteligente, com base na Carta Brasileira para Cidades Inteligentes e Humanas. Além disso, o Ministério do Turismo também lançou o desafio Turistek, onde startups interessadas em desenvolver soluções para o turismo podem participar e ganhar prêmios. No Guará, a administração local mantém a Sala do Empreendedor e tem um subprojeto do Hackacity, chamado Guará Criativo Incubadora, que já está apoiando 21 startups e busca oportunizar o desenvolvimento dessas empresas para alcançarem seus objetivos. É um fato digno de destaque que em Brasília já tivemos startups de sucesso, como a Juçara e a Sister Wave, ambas premiadas em um prêmio global da ONU para Plataformas de Viagens para Mulheres. Isso é uma grande referência para todos, já que também temos uma startup de turismo no Guará, a Square City, que está sendo monitorada pelo projeto Hackacity Incubadora.

A reunião que marcou o início efetivo do Hackacity

No começo de 2020, realizamos uma reunião para dar início efetivo ao projeto Hackacity. Nossa ideia era criar um grande festival que invadiria a cidade com várias iniciativas. Infelizmente, a pandemia chegou em março e tivemos que adiar nosso plano para o festival. No entanto, continuamos nos reunindo e conseguimos apresentar o Hackacity na Campus Party, o que ajudou as pessoas a entenderem que se tratava de um projeto estruturado pela sociedade e aumentou sua visibilidade.
Em 2021, mesmo com a pandemia ainda presente, mantivemos nosso ritmo e realizamos várias reuniões e ações. Novamente participamos da Campus Party e tivemos uma oficina dentro do MDR – Ministério do Desenvolvimento Regional para apresentar “produtos-filho” da Carta Brasileira para Cidades Inteligentes. Além disso, o projeto Hackacity Guará tem sido testado e validado, especialmente durante as ações realizadas tanto na iniciativa da Semana de Intensas atividades do Festival que aconteceu no Parque Dener, seguido das ações estruturantes de conectar ideias, pessoas empreendedoras e tecnologias em toda a cidade: a incubadora Hackacity Guará.
Para nós, isso é extremamente importante e relevante, pois chama a atenção de um órgão federal para o Distrito Federal, o que pode nos ajudar a alcançar nossos objetivos.

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Alexandre

Faz parte da equipe técnica do projeto Hackcity Guará.

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